Quinta do Hospital | Memória, Hospitalidade e Continuidade

Origem, território e permanência

A Quinta do Hospital, localizada em Ceivães, Monção, é uma propriedade profundamente enraizada na história, no centro da qual se destaca uma notável casa senhorial. As suas origens remontam ao século XII e estão intimamente ligadas aos primórdios da formação do território português

A Ordem e a vocação do lugar

Segundo a tradição histórica, estas terras terão sido doadas por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, à Ordem Hospitalária de São João de Jerusalém, também conhecida como Ordem do Hospital ou, mais tarde, Ordem de Malta.
Fundada no século XI em Jerusalém, no contexto das Cruzadas, a Ordem tornar-se-ia uma das mais prestigiadas organizações internacionais da época. Inicialmente religiosa e militar, foi progressivamente assumindo uma vocação humanitária, dedicada ao acolhimento e à assistência aos mais vulneráveis — uma dimensão que permanece inscrita na memória simbólica do lugar e no próprio nome da quinta.

Continuidade e projeção contemporânea

Atualmente, a Quinta do Hospital pertence à Falua, empresa fundada em 1994 pelo enólogo João Portugal Ramos. Em 2017, a Falua foi adquirida pela Vitas Portugal, filial do grupo francês Roullier, assegurando continuidade, investimento e projeção internacional ao projeto.

Um lugar vivido

A Quinta do Hospital é, assim, um lugar onde a história não se limita a ser evocada — é vivida, reinterpretada e partilhada. Um sítio a descobrir com tempo, atenção e sentido de presença.

Carlos Afonso

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