Viagem, Lugar, Tempo e Atenção
Uma fronteira que une: o Alto Minho e a Galiza como paisagem cultural partilhada
Entre o Alto Minho e a Galiza existe uma fronteira política clara, mas uma fronteira cultural surpreendentemente porosa. Quem percorre este território com atenção percebe rapidamente que o rio Minho não separa mundos: antes costura paisagens humanas, memórias e modos...
Habitar o tempo: uma outra forma de viajar no Alto Minho
We Want Green não foi concebido como um produto turístico convencional, mas como uma forma situada de trabalhar com o território, o tempo e as culturas vividas. O projeto está enraizado nos territórios rurais do norte de Portugal, no extremo noroeste, Alto Minho, em...
Júlia Labourdonnay, Viscondessa de Sistelo: uma vida entre a paisagem e a liberdade
Quando pensamos em Sistelo, a imagem que surge é quase sempre a da paisagem: os socalcos verdes, a arquitetura vernacular, o equilíbrio delicado entre o trabalho humano e a natureza. Mas a história deste território não se faz apenas de pedra e terra. Faz-se também de...
Territórios habitados
Há territórios que se revelam de imediato, e outros que exigem tempo — não porque estejam escondidos, mas porque são feitos de camadas.São lugares moldados não por um único momento ou acontecimento, mas pela acumulação de gestos, estações e modos de vida.O tempo está...
Viver a cultura através da natureza
Não entendemos a natureza como cenário nem como recurso, mas como um território vivido. Um espaço moldado pelo tempo, pelo uso, pelas práticas quotidianas e pela relação contínua entre pessoas e paisagem. As nossas experiências partem do movimento — caminhar,...
O vinho como paisagem cultural
Não oferecemos experiências de enoturismo no sentido tradicional. Na região dos Vinhos Verdes, o vinho faz parte da vida quotidiana — moldado pela terra, pelo clima, pela história e pelas pessoas que convivem com ele há gerações. Ele reflete a forma como o território...
Desligar para reconectar: a natureza na era digital
A imersão na natureza é altamente benéfica para o nosso bem-estar geral. Quer seja num pequeno jardim, num parque da cidade, nas montanhas remotas ou em pequenas aldeias rurais do interior. Isto parece-nos de tal modo evidente que não necessita de suporte de recorte...
Alvarinho: a alma de um território
Uma casta no seu território, eis o que se pretende narrar. Alvarinho nas margens e encostas do rio Minho. Não em todo o lado, pois o requinte sempre foi caprichoso. E esta variedade é caprichosa. Mas antes de avançarmos volte-se atrás. O que dá a aura inconfundível a...
A leveza de caminhar
Caminhar na natureza é desligar. É colocar um pé atrás do outro e avançar… devagar. É responder a um impulso ancestral, a uma pulsão nómada inscrita no alvor da humanidade. Uma excitação tão misteriosa quanto mágica. Caminhar em passo lento é devorar a paisagem com o...
Parar para pensar. Pensar para viver melhor.
Uma experiência de presença, escuta e tempo longo Haverá algo mais apropriado do que a diluição na natureza para nos desligarmos do incessante ruído de fundo e da aceleração que caracteriza as sociedades urbanizadas e hiperconectadas contemporâneas? A filósofa...
Monção e Melgaço + Rías Baixas: roteiro de descoberta
Cenário 1 – A viagem completa, de Monção e Melgaço às Rías Baixas Suponha que chega a Monção ou a Melgaço vindo do aeroporto do Porto, ou de qualquer outro ponto de Portugal. Instale-se com calma. No dia seguinte, parta connosco à descoberta desta magnífica sub-região...
Alvarinho: a casta sem fronteiras
O território do vinho Alvarinho é o noroeste peninsular, as Rías Baixas galegas e Monção & Melgaço na região dos Vinhos Verdes. Aqui pouco nos interessa em que lado da fronteira surgiu primeiro, se foram os monges de Cister que trouxeram esta notável variedade...