Paisagem cultural e biodiversidade
Sistelo, no concelho de Arcos de Valdevez, é uma aldeia singular. Reconhecida como Paisagem Cultural e Monumento Nacional, é também um santuário de biodiversidade — um jardim luxuriante nas encostas do cristalino e inspirador rio Vez.

Caminhar devagar e ler a paisagem
A melhor forma de descobrir este lugar arrebatador é caminhar devagar e em silêncio. Por caminhos antigos, pela ecovia do Vez ou por trilhos que oferecem vistas panorâmicas sobre os socalcos, os vales do Vez e do Minho e os montes da Galiza. Aqui, cada passo é uma experiência de leitura visual e sensível do território.

Olhar, compreender, aprofundar
Para quem não é dado a longas caminhadas, diversos miradouros permitem contemplar a paisagem a partir de ângulos distintos. Mas Sistelo não se esgota na vista: importa explorar a história do povoado e aprofundar as suas tradições e particularidades culturais. O mundo arcaico que aqui subsiste pode ainda ensinar muito às sociedades urbanas, aceleradas e hiper-tecnológicas do presente e do futuro.

Memória, arte e figuras do lugar
Sem desvalorizar as inúmeras figuras anónimas que tornaram este legado possível, vale a pena conhecer o percurso do Visconde de Sistelo e da Viscondessa Júlia Labourdonnay, pintora com vida repartida entre o Rio de Janeiro, Lisboa e Paris na transição dos séculos XIX e XX, cuja sensibilidade artística dialoga com a paisagem que a rodeava.

Experiência de tempo e presença
A visita ao Centro Interpretativo da Paisagem Cultural, instalado na Casa do Castelo — edifício mandado construir pelo Visconde de Sistelo e pelo seu irmão, o Visconde do Rio Vez —, permite compreender melhor a relação entre território, história e comunidade.
Faça desta visita um dia inteiro de descoberta. Não vá a Sistelo apenas por ir. Vá para sentir, compreender e permanecer. Há ali uma experiência de tempo, paisagem e presença que se revela apenas a quem caminha com atenção.
