Do vale à montanha: continuidade da paisagem
A curta distância entre o Vale do Rio Minho, em Monção ou Melgaço, e o Parque Nacional Peneda-Gerês revela-se em cada curva do caminho. Uma pausa para contemplar as aldeias do Vale do Mouro é obrigatória: a beleza discreta e genuína destas localidades prepara o espírito para a grandiosidade que se avizinha.

Portas da serra e entrada na paisagem viva
A entrada no Parque Nacional dá-se em Lamas de Mouro, uma das portas oficiais, onde a majestade da natureza inspira serenidade e tranquilidade. Seguimos depois para as brandas da Aveleira e de Santo António, construções rústicas ancestrais que nos transportam para uma época em que a transumância estruturava a vida destas paragens. O percurso até lá é simplesmente de tirar o fôlego.

Brandas, transumância e memória habitada
Seguimos para as brandas da Aveleira e de Santo António, construções rústicas ancestrais que transportam para uma época em que a transumância estruturava a vida destas paragens. O percurso que nos leva até aqui é simplesmente de tirar o fôlego, entre montes, vales e silêncios profundos.

Castro Laboreiro: tempo, fronteira e identidade
No regresso pelo mesmo caminho, a antiga vila de Castro Laboreiro oferece uma pausa no tempo. Entre história e tradições únicas, um almoço — seja num restaurante local ou num piquenique ao ar livre — permite absorver o caráter singular da região.

Montanha, leitura do território e continuidade cultural
Após a refeição, deslize o olhar pela imponência das montanhas esculpidas pelo tempo. Explore lugares significativos, descubra curiosidades e perceba tradições locais que continuam a moldar a vida desta paisagem.
O Santuário de Nossa Senhora da Peneda, erguido num cenário sublime, eleva o espírito e encerra o percurso com uma experiência de contemplação plena. No regresso ao ponto de partida, absorvem-se as cores, sombras e tonalidades da paisagem, suavizadas pela luz do final da tarde — memórias que permanecem muito depois do caminho percorrido.